quinta-feira, julho 26, 2007

Ser assim

Nunca delimitei fronteiras. Acredito no crescimento e na aprendizagem, no entanto, confio também no que é genético, naquilo que nos define enquanto seres humanos diferentes uns dos outros (e tão iguais). Procuro, como base condutora, não recriminar opções nem julgar comportamentos. Exijo, sim, responsabilidade perante tudo o que se faz. Arcar com as consequências e não só com os louros.
A esfera pessoal traz-nos imensos panos sobre os quais nos podemos deitar e dirimir. É comum haver e encontrarem-se similaridades entre as pessoas, sobretudo entre os sexos. Este é não só um dado por si só óbvio, como acaba por nos ajudar a entender um pouco aquilo que, por inerência, é incompreensível: nós mesmos. Fornece-nos uma linha, um raciocínio a seguir, uma ilusória noção de conhecimento.
Entendo que jamais procurei a diferença; não sei se ela se formou dentro de mim, se nasceu formada, ou se foi (é) fruto do processo de crescimento. Sou diferente. No bem e também no mal. Ou melhor, sou diferente no bem porque também o serei no mal – quiçá. Não me afecta. Nunca me afectou. Foi algo que não defini para mim. Aconteceu. Limitei-me a optar, sempre. A agir em consciência. A ser eu próprio, fosse qual fosse a situação e, sobretudo, fossem quais fossem as influências negativas a penderem sobre a minha decisão. Gosto de confrontar as pessoas. Gosto da minha cabeça. Dos meus sentimentos. Sei, sobretudo, que não sou único. Não pretendo sê-lo. Pretendo, sim, e sendo como sou, fazer de uma pessoa, única. Esse alguém que me terá, tal como eu sou.
Mais ninguém.

visitas