segunda-feira, julho 09, 2007

Peito

Entupido de palavras. Razões de escuro sangue. Sentir o peito a rebentar. Prisão sem grades. Ritmo descompassado. Escrever por metáforas para não assustar. E não para ser ou não ser descoberto. Revelado. Será difícil perceber que é esse o desafio, que luto por encontrar esse «outro lado»? Será difícil de entender que a busca é incessante porque não faço nada pela metade, apenas?
Construir. Partilhar. Dar e receber. Ter a noção de crescimento. Olhar e sorrir para o sorriso. Olhar de dupla cor. Abraçar o carinho e sentir essa dor. Beijar a dor e sentir o carinho. Acariciar o rosto e sentir ardor. Encostar a mão e sussurrar-te ao ouvido. Dizer-te que és... o que procuro, que encontrei sem saber que procurava. Que queria. Dizer-te que as palavras não bastam. Que o nariz queima.
Queima...
Como quando não sei o que fazer com elas. Elas, as palavras.
As palavras do meu peito.
Schhh...

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