Máscara
Deitei-me e
resolvi pensar. Estiquei o corpo e apreciei-lhe as formas. Toquei-lhe. Fechei
os olhos, mesmo sabendo que a profunda escuridão do quarto não me permitiria
ver palmo à frente com eles abertos. Contudo, é um reflexo comum: cerrar as
pálpebras em sinal de reflexão, de protesto às imagens que de contrário se
veriam.
Fechei.
Não fui assaltado. Muito embora não me sentisse em paz (comigo mesmo). Por influência alheia. Devaneio.
Portanto, pensar. Esforçar o cérebro. Procurar compreender o motivo que leva as palavras a mudarem no «espaço» do tempo. Talvez a distância as influa... e as obrigue a essa mudança tão maldita. O sentido das coisas, não o seu significado. Curioso aforismo.
Gostava de ser capaz de compreender os motivos que conduzem e precedem a exposição. As lágrimas (sentidas?). A voz (genuína?). O sorriso (radioso?). O toque (melífluo?). Suspirei. Não tenho medo de admiti-lo. Fruta descascada num prato de enganos. Sem recear que o pano desça sobre o palco e retire de cena as personagens de cartão. Essa é a grande transformação. O desgosto de acreditar naquela música que nos toca. Imagino o teu rosto porque nunca o vi. Sinto um aperto que me vai libertando. É cruel o que vai acontecer. No fundo, não mereces que a aura te envolva e te carregue como asas.
E tudo ruiu. Sem luta. Sem convicção. Sem explicação. Assim, simplesmente. Como fazem os fracos. Os que não são capazes... Não digo nada mais.
Calaram-se as palavras. Calei-me. Deitado. Olhos fechados. Sinto o meu corpo. O teu, não quero senti-lo. Acabou a magia. Sim, desilusão. O truísmo colado ao meu peito. Sem lágrima.
Sonhei contigo.
Fechei.
Não fui assaltado. Muito embora não me sentisse em paz (comigo mesmo). Por influência alheia. Devaneio.
Portanto, pensar. Esforçar o cérebro. Procurar compreender o motivo que leva as palavras a mudarem no «espaço» do tempo. Talvez a distância as influa... e as obrigue a essa mudança tão maldita. O sentido das coisas, não o seu significado. Curioso aforismo.
Gostava de ser capaz de compreender os motivos que conduzem e precedem a exposição. As lágrimas (sentidas?). A voz (genuína?). O sorriso (radioso?). O toque (melífluo?). Suspirei. Não tenho medo de admiti-lo. Fruta descascada num prato de enganos. Sem recear que o pano desça sobre o palco e retire de cena as personagens de cartão. Essa é a grande transformação. O desgosto de acreditar naquela música que nos toca. Imagino o teu rosto porque nunca o vi. Sinto um aperto que me vai libertando. É cruel o que vai acontecer. No fundo, não mereces que a aura te envolva e te carregue como asas.
E tudo ruiu. Sem luta. Sem convicção. Sem explicação. Assim, simplesmente. Como fazem os fracos. Os que não são capazes... Não digo nada mais.
Calaram-se as palavras. Calei-me. Deitado. Olhos fechados. Sinto o meu corpo. O teu, não quero senti-lo. Acabou a magia. Sim, desilusão. O truísmo colado ao meu peito. Sem lágrima.
Sonhei contigo.

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