sábado, junho 02, 2007

Insónia

A música que gira...
Não consigo tocar-te... saber se é verdade ou não...
Corpo.
Tirar uma fotografia daquilo que vemos.
Subir. Saber o motivo pelo qual respiramos. Sem sentido.
Insónia.
Prazeres de luto e interesse vulcânico.
Olhar profundo em olhos de água.
Vejo-te. Não te toco. Sinto-te. Não te alcanço.
Respirar esse ar de fuligem. Saber que ninguém me defenderá.
Insónia.
Pensamento estraçalhado. Mente doente e espúria.
Falsidade. Mentira. Engano e logro.
Duplicidade interior. A noite que apaga os vestígios daquilo que sou.
O dia que reconstrói a imagem. Noite maldita em sonhos perdidos.
Insónia.
Deito o meu corpo na cama vazia. Vazia. Vazia.
O tempo que já não faz sentido. O mundo que gira.
Perguntas que ecoam, resposta sem sentido em explicações de miséria.
Foges de flor na mão. Entregas a flor e corres...
Exigir o impossível por não se saber como é.
Balança sem pesos. História sem personagens. Vida sem ar.
Insónia.
Que pensamento é este? Que mundo é este? Que corpo rasgado sou?
Viver ou morrer? Querer ou largar? Pedir ou impor? Amar ou odiar?
Padrão comum. Leveza sem charme. Esboço sem linhas.
Vulgaridade. Toque de seda em corpo nu. Palavras sem sentido.
Fome de ti. Colo. Amor de corpo e de alma.
Insónia.
Recolher os braços. Estender as mãos. Lavar os cestos. Fundir a mente.
Para quê julgar? Chamar...
Eco.
Cabelo.
Luar.
Noite.
Insónia.
Para quê pensar?
Tu não existes...

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