Esgar
Bip.. bip...
Quatro por quatro, salta em quatro..
Música, transe
Deitados/queimados/corpos no chão
A-dor/a razão
Ritmo/sem tino/rostos/na mão
Bip.. bip...
Letra
Violeta
Mistura no ar
Preto no branco/asas, brasas/sempre a saltar
Quente/latente/rugido/gemido
Bip.. bip...
Música em transe
Perdido/despido/sentido/unido
Palavras soltas
Batida.. bip.. bip...
Dedos pregados ao tampo
Pulso riscado por tudo o que foi dito. Boca selada.
Acreditei. Senti. Viajei. Guardo a memória do olhar alvo. Das teclas brancas. Da rosa na cabeça.
Foi tudo em vão. O ontem, o hoje. O amanhã é meu.
Não sei sofrer. Ardor no golpe auditivo. Lucidez invisual. Pergunto-me que raio guardarei cá dentro como íman...
Se a lágrima descesse. Se o rosto tombasse.
A verdade. A honestidade pedida, reclamada. O pedido do não sofrimento.
Olha-me. Se me reconhecesses, saberias dizê-lo.
Não te procuro mais. Se te encontrei, perdi-te. Se te vi, esqueci-me. Se me recordas, esquece.
Esgar.
Sorriso ambulante em cola transparente. Batimento. Mosquito em sangue.
Qual lucidez?
Sentido desfeito. Música como um acaso perdido. Se quero, engano-me.
Se me lembro, morri.
Sozinho.
Quatro por quatro. Salta... em mais de quatro.

<< Home