Música sem acaso
Se as palavras da música que toca dentro de ti forem as que eu ouço, não sei por que esperas para me dares a tua mão. Se te agarrarei, se te abraçarei, se te beijarei, se te amarei, não sei. Mas terás a minha mão para te segurares. O meu olhar. A minha boca.
Que concha te protege?
Que obstáculos nos separam?
Que caminho queres percorrer antes de sabermos onde estamos?
Se as palavras da música que toca dentro de ti forem as que eu ouço, e se cada uma delas ecoar dentro de ti, como neste momento em mim, não fujas. Não me perguntes se quero. Se espero. Fará sentido ver para além dos olhos, então? Fará algum sentido ouvir a tua voz? Sentir cada fio de cabelo teu para quê? Para teres esperado todo este tempo… por alguém… que não eu?
Não acredito em destino.
Não acredito em manipulações.
Não acredito em eternidade.
Acredito em mim e quero acreditar em ti. Quero ser um “alguém”. Quero poder dizer «olá» ao acordar e «até logo» na despedida. Quero ver-te dormir. Do meu lado ou não.
Percebes?
Não quero o fim. Não quero nada. Quero-te… assim.
Somos formigas. E para as formigas qualquer objecto é um obstáculo. O mais pequeno grão de areia. O vento. A chuva. O próprio sol. Apenas a lua dá descanso. O recorte dessa lua que é a noite em ti. Quero tê-la, contigo, depois de ter o dia. Ou saber que não, que não quero, que tu não queres. Que não me queres. Haverá algo melhor do que o sentimento assumido de desilusão?
Há. E eu sei que tu sabes qual é.
Para quê negar? Para quê querer que algo «passe», algo que pode estar apenas no início?
Podia estar a escrever estas linhas como escrevo quase todas as linhas da minha vida… Mas não estou. Podia dizer que a pessoa não existe, no entanto, existes. Como, não sei. Se tens formas ou não, desconheço. Não quero perder-te sem nunca te ter tido. Não quero sentir a tua ausência sem nunca ter percebido a presença.
Luta… se as palavras da música que toca dentro de ti forem as que eu ouço…
As palavras da tua alma.
Como na música.
As notas e os sons… que eu declamo.
Que concha te protege?
Que obstáculos nos separam?
Que caminho queres percorrer antes de sabermos onde estamos?
Se as palavras da música que toca dentro de ti forem as que eu ouço, e se cada uma delas ecoar dentro de ti, como neste momento em mim, não fujas. Não me perguntes se quero. Se espero. Fará sentido ver para além dos olhos, então? Fará algum sentido ouvir a tua voz? Sentir cada fio de cabelo teu para quê? Para teres esperado todo este tempo… por alguém… que não eu?
Não acredito em destino.
Não acredito em manipulações.
Não acredito em eternidade.
Acredito em mim e quero acreditar em ti. Quero ser um “alguém”. Quero poder dizer «olá» ao acordar e «até logo» na despedida. Quero ver-te dormir. Do meu lado ou não.
Percebes?
Não quero o fim. Não quero nada. Quero-te… assim.
Somos formigas. E para as formigas qualquer objecto é um obstáculo. O mais pequeno grão de areia. O vento. A chuva. O próprio sol. Apenas a lua dá descanso. O recorte dessa lua que é a noite em ti. Quero tê-la, contigo, depois de ter o dia. Ou saber que não, que não quero, que tu não queres. Que não me queres. Haverá algo melhor do que o sentimento assumido de desilusão?
Há. E eu sei que tu sabes qual é.
Para quê negar? Para quê querer que algo «passe», algo que pode estar apenas no início?
Podia estar a escrever estas linhas como escrevo quase todas as linhas da minha vida… Mas não estou. Podia dizer que a pessoa não existe, no entanto, existes. Como, não sei. Se tens formas ou não, desconheço. Não quero perder-te sem nunca te ter tido. Não quero sentir a tua ausência sem nunca ter percebido a presença.
Luta… se as palavras da música que toca dentro de ti forem as que eu ouço…
As palavras da tua alma.
Como na música.
As notas e os sons… que eu declamo.

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