Imaginação interior
Não serão as tuas inseguranças o que eu procuro?
Não será esse sonho o desejo último?
Vejo-te assim, como alguém que partilha o íntimo e o inconfessável.
Na tentativa de encontrar
Há o medo
Há a dúvida
Há ainda a pergunta do «será possível?»
Afinal, quem és tu? Um produto da imaginação? Apessoa que durante tanto tempo supus inexistente, irreal, impossível de encontrar...?
A integridade
A convicção
A dureza
A decisão
A imposição
E o carácter.
Essa personalidade quase em extinção
Um oásis, uma gota no imenso oceano.
Olho para ti e não sei o que pensar: só consigo ver o que está aí dentro. O que fascina.
Tão poucas primaveras e um ser tão grande, tão formado.
Um tesouro.
Uma pedra preciosa que está em bruto.
Cheia de inseguranças. Inseguranças que valem… o que és.
A admiração que é possível.
A surpresa - absoluta.
De tantas outras coisas que gostaria de dizer...
Dir-te-ei, apenas e no agora:
«Se fores real, eu acredito».

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