quarta-feira, abril 04, 2007

H(oj)e Não

Quando eu levantar voo, agarra-me. Traz-me para junto de ti. Contigo aprendi a ser humilde, a viver a vida em cada um dos seus momentos. A ver e a sentir a sua simplicidade planadora. E não se trata de me impedires de «voar», de ser maior, de crescer, mas de seres capaz de evitar o meu alheamento; esse meu comportamento compulsivo que me afasta. Não quero que me impeças de ser eu próprio; desejo apenas que me ajudes a sentir mais humano. Não me sinto assim em nenhuma outra altura. Assim, quando sou eu próprio, como quando perto de ti. Eu sei que nada disto faz sentido. Que tudo parece irreal. Talvez essa seja a explicação. Ou a explicação não exista, sequer. Ou, existindo, não interesse para nada. És assim; e eu sou «assim». Somos. É tudo o que eu quero de ti. O resto… tenho cá dentro. A tua dimensão, não.

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