quarta-feira, abril 11, 2007

Deprimente

Sinto raiva!
Um amargo de boca por não conseguir
Por não ser capaz de olhar para ti
Julgar-me incapaz de ver como os que vêem
Ter-te diante de mim
Sem te tocar
Sorrir perante a incapacidade que me corrói
Que me deixa assim, pensativo
Adormecido no langor do que não sinto
Por ti

Paredes nuas pintadas de fresco
Rodas repletas de corpos
Braços que me agarram na noite
Olhares perdidos porque sou o vazio

Não sei se importa pedir
Se o querer basta
Afinal, todos iguais
Pensamento de partida que reflecte o caminho
Odor único
Pele de seda em mão que entrelaça
No fim,
Só me consigo agarrar a mim mesmo

Queria poder
Ser isso que tu queres
O que eu não consigo dizer
A mim
A ninguém
É verdade, é segredo
Não uma palavra
Nem duas
Mas um sentimento
Uma viagem entre o meu mundo e o teu
Apenas porque te imagino
Como só eu sei
Sentir, saber que sou assim
Adormecer, não sonhar
Só tu... serás capaz
De me arrancar a raiva que sinto
Por saber que sei
E apenas escondo
O que as minhas palavras dizem...

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