Apenas um pedaço
Acho que vou ficar sozinho. Acho que quero ficar sozinho. Talvez não tenha nascido para me ligar a uma pessoa, para fazer dessa pessoa alguém «especial» junto de mim. Não que acredite nisto mesmo que acabei de escrever; não que acredite seja no que for. Desconheço as minhas próprias crenças; ignoro razões ou explicações.
Acontece.
Como num ciclo iterativo e errático. Uma perspectiva que me provoca um sorriso nos lábios. Um sorriso verdadeiro, sentido. Contrariamente às razões… que eu não as conheço. Serei eu? Serão os demais? Haverá «culpa»?
Afinal, por que razão estou eu a fazer referência a isto mesmo?
Não me dou facilmente. Embora gostasse. Apesar de tentar, de forçar, de procurar... a espaços. No entanto, é sempre um comportamento consciente, imposto pelo meu espírito insatisfeito. Por duas vezes consegui superar essa barreira; fui capaz de me ligar. E, sobretudo, de sentir que essa ligação era aquilo que eu queria; era frutuosa, desejada e verdadeira. E fui sempre fiel a isso mesmo, a essa perspectiva interior que cresceu em mim em duas ocasiões, só. Porque sou incapaz de o conseguir, amiúde. Ainda que, em ambas as situações, tenha lutado de forma valente, abnegada, quase (aliás, mesmo) exagerada. Sou de cerrar os dentes e tomar decisões contra tudo e contra todos; fechar os punhos, cravar as unhas na minha própria pele, e ir até ao fim. Até não conseguir mexer mais um músculo. Até não me deixarem ser eu próprio.
E logo me convenço que foi inglório. Que fui incapaz. Que lutei. Que é esse o desígnio. Meu, alheio, não sei. Não quero saber. Não me interessa minimamente. Apenas porque o equilíbrio é «este». O presente.
Vejo tantos rostos, tantos corpos, tantas mentes. Os sorrisos, as mãos, os olhares. Sinto os odores. Ouço as vozes. Toco.
Estico os lábios. Agora mesmo. Simplesmente porque tantas palavras foram escritas sem motivo… sem motivo maior do que dizer, tão-somente, algo que se resume por si mesmo. Não num título, não num texto, não numa conversa.
Sei lá… não sou capaz. Já fui. E voltarei a sê-lo. Tenho a certeza disso. Contudo… não sou. Mesmo. E isso não me deixa triste. Agora não. Agora assumo. Talvez me provem o contrário. Embora deva dizer, com toda a honestidade, que gostava de ter «tudo». Esse meu tudo. O tudo que eu gostava de ter. De escolher. De ter ao meu lado. Quando eu quisesse. Se o quisesse.
Acontece.
Como num ciclo iterativo e errático. Uma perspectiva que me provoca um sorriso nos lábios. Um sorriso verdadeiro, sentido. Contrariamente às razões… que eu não as conheço. Serei eu? Serão os demais? Haverá «culpa»?
Afinal, por que razão estou eu a fazer referência a isto mesmo?
Não me dou facilmente. Embora gostasse. Apesar de tentar, de forçar, de procurar... a espaços. No entanto, é sempre um comportamento consciente, imposto pelo meu espírito insatisfeito. Por duas vezes consegui superar essa barreira; fui capaz de me ligar. E, sobretudo, de sentir que essa ligação era aquilo que eu queria; era frutuosa, desejada e verdadeira. E fui sempre fiel a isso mesmo, a essa perspectiva interior que cresceu em mim em duas ocasiões, só. Porque sou incapaz de o conseguir, amiúde. Ainda que, em ambas as situações, tenha lutado de forma valente, abnegada, quase (aliás, mesmo) exagerada. Sou de cerrar os dentes e tomar decisões contra tudo e contra todos; fechar os punhos, cravar as unhas na minha própria pele, e ir até ao fim. Até não conseguir mexer mais um músculo. Até não me deixarem ser eu próprio.
E logo me convenço que foi inglório. Que fui incapaz. Que lutei. Que é esse o desígnio. Meu, alheio, não sei. Não quero saber. Não me interessa minimamente. Apenas porque o equilíbrio é «este». O presente.
Vejo tantos rostos, tantos corpos, tantas mentes. Os sorrisos, as mãos, os olhares. Sinto os odores. Ouço as vozes. Toco.
Estico os lábios. Agora mesmo. Simplesmente porque tantas palavras foram escritas sem motivo… sem motivo maior do que dizer, tão-somente, algo que se resume por si mesmo. Não num título, não num texto, não numa conversa.
Sei lá… não sou capaz. Já fui. E voltarei a sê-lo. Tenho a certeza disso. Contudo… não sou. Mesmo. E isso não me deixa triste. Agora não. Agora assumo. Talvez me provem o contrário. Embora deva dizer, com toda a honestidade, que gostava de ter «tudo». Esse meu tudo. O tudo que eu gostava de ter. De escolher. De ter ao meu lado. Quando eu quisesse. Se o quisesse.

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