Resto de rosto
Consciência.
Serão as pessoas loucas? Ou serei eu o «louco» por pensar que são precisamente os outros a sê-lo?
Daí a carta... a mim mesmo... e não a uma outra pessoa qualquer. Com a minha (hipotética) demência posso eu bem... O problema é a decrépita consciência, o fácil julgar, a incoerência atroz dos pensamentos que circudam... o que me faz acreditar que a melhor solução é mesmo «esta».
Entendo que devemos estar com «alguém» quando desejamos ter essa pessoa junto a nós; quando sentimos falta dela nos momentos em que estamos sozinhos, relaxados, tranquilos. Logo, na circunstância de se sentir o oposto, a única decisão válida é valermo-nos de nós próprios, sorrir quando nos procuram mas dizer «não, obrigado». É a realidade, nada mais. Convém que sejamos honestos pelo menos connosco. Devemo-nos isso. E asssim se evitam situações menos agradáveis, sofrimentos alheios, perdas de tempo, momentos de reflexão dolorosa. Não é valência, não é egoísmo (pelo contrário, suponho...), não é arrogância... é encarar os nossos sentimentos de frente. Tantas e tantas vezes me perguntaram «por que é que é assim», e a resposta é sempre tão simples, tão óbvia (e a mesma, claro!): preciso de sentir um desequilíbrio; e, assim, de ser surpreendido. É tão imediato, tão reflexivo, tão imponderado, que invalida sempre o possível crescimento do «sentimento». Ou existe (quase à priori!) ou não. E então não há encantamento possível. Como habitualmente afirmo, é visceral. E é mesmo, acreditem. Daí todo o controlo que demonstro ter, nas mais variadas ocasiões. Nem se trata, sequer, de «controlo»...
É surpreendente que um invisual não reaja à incidência da luz?
Serei uma pergunta retórica?
Serei uma pergunta retórica?

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