sexta-feira, março 09, 2007

Elementos

Pinto-te
Nua
Sobre uma tela transparente como a água
O ventre límpido
Olhares de puro cetim
Toque do arrepio por entre um beijo fugidio
A camisa que se aperta e desaperta,
Ao sabor da tensão
Do músculo que é contraído
Na saliência dura como o ferro
O marfim da saudade
Esse arco aberto que se reproduz
Num ninho de calor
É a chuva e sol sem arco-íris
Terra e água sem ar
Fogo e vento... Ardor!
Num ritmo estertor,
De pleno fulgor, temor sem pudor.
Os vales, o riacho, e a paisagem unicolor,
Que, ainda linda.
Queimada... mas viva.

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