Temer a liberdade
Liberdade. Poderei eu perder a minha liberdade?
A liberdade que tanto prezo por ser o sentido e o alcance da minha existência?
Mas, porquê pensar nesta problemática?
E porquê julgá-la, desde logo, problemática?
Não será a liberdade apenas o fruto das nossas decisões, quer conscientes quer inconscientes?
Se o é, porquê temer perdê-la? Obsessão.
Liberdade. Sou eu que defino a minha liberdade.
Aquela que possuo, a que perspectivo, a que desejo.
Neste sentido, ninguém ma pode tirar. Reduzir, sim.
No entanto, e nesse caso, sou eu quem decide; eu possuo a minha liberdade. Então, porque a temo? Paradoxo.
Liberdade. Necessito do seu espaço, da sua força, do seu mundo. O meu mundo.
Aquele onde me fundo e me elevo. Onde me transformo.
Sou mais eu. «Mais» eu? Mais, quando se é tudo? Tudo?!...
Eu não sou tudo. Nem o meu tudo. Nada é tudo. E tudo, é sempre nada. Não existe. Eu existo. Absurdo.
Liberdade. Não terei, eu próprio, algo a ganhar com a liberdade dos outros? Aquela que me pode ser concedida?
A liberdade que tanto prezo por ser o sentido e o alcance da minha existência?
Mas, porquê pensar nesta problemática?
E porquê julgá-la, desde logo, problemática?
Não será a liberdade apenas o fruto das nossas decisões, quer conscientes quer inconscientes?
Se o é, porquê temer perdê-la? Obsessão.
Liberdade. Sou eu que defino a minha liberdade.
Aquela que possuo, a que perspectivo, a que desejo.
Neste sentido, ninguém ma pode tirar. Reduzir, sim.
No entanto, e nesse caso, sou eu quem decide; eu possuo a minha liberdade. Então, porque a temo? Paradoxo.
Liberdade. Necessito do seu espaço, da sua força, do seu mundo. O meu mundo.
Aquele onde me fundo e me elevo. Onde me transformo.
Sou mais eu. «Mais» eu? Mais, quando se é tudo? Tudo?!...
Eu não sou tudo. Nem o meu tudo. Nada é tudo. E tudo, é sempre nada. Não existe. Eu existo. Absurdo.
Liberdade. Não terei, eu próprio, algo a ganhar com a liberdade dos outros? Aquela que me pode ser concedida?
Porquê recear a minha, quando posso usufruir da dos outros? Porquê limitar o meu mundo, quando posso, igualmente, fazer parte do dos outros? Isso sim, seria a verdadeira liberdade. Porquê temê-la?

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