quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Momento ou Ponto G?

Abanão completo.
Sensação saborosa.
Andei incontáveis anos a julgar que aquilo que dava aos outros saía de mim unidireccionalmente e não voltava mais... Criticava-me por isso, por insistir em «dar» sabendo que não iria «receber» em troca, ou que receberia algo infinitamente «inferior». Até que tudo, lentamente, começa a fazer sentido. Um acontecimento. Vários. Uma lição. Várias. Uma palavra. Várias. Uma frase. Inúmeras. Não podemos «esperar que»... é inevitável que o ser humano falhe, desiluda, seja fraco e incapaz. É fundamental assumir isso como algo garantido. Criar menos expectativas em redor dos outros. Acima de tudo, aceitar essa condição.
Pensava secar quando algo saía de dentro de mim e não regressava, sob qualquer outra forma. Sentia-me vazio. Sem chão. Percebo agora que era precisamente essa interpretação que me limitava. Não os outros. Não a queda. Eu. A minha incapacidade latente em apreender algo que me é, agora, tão óbvio que chega a provocar em mim um sorriso rasgado de ponta a ponta. Sim!, porque é grandioso o sentimento!...
Obrigado Ana por teres despoletado em mim sentimentos novos. A inocência da descoberta. O ímpeto da carne. A loucura da perda e da reconquista. A opção. Devaneios mil. Lamento a tua cobardia mas saliento a clareza e a lucidez. Obrigado!
Obrigado a ti, a ti e a ti. Desculpa-me tu.
Obrigado Júlia. Obrigado por aquilo que fizeste nascer dentro de mim. A quebra com a utopia. O romper do lirismo. A percepção da diferença entre os mundos. Obrigado por teres abandonado o barco. Lamento a profunda cobardia e a deprimente falta de senso para com todos aqueles que ficaram de pé, atentos. No entanto, devo-te uma imensidão de agradecimentos particulares. O maior... teres abdicado de tudo!
Obrigado Raquel. Loucura sane. Delícia nos lábios. Palavras trocadas jamais esquecidas. Alma gémea. Significados mil em ausência de letras. Profundo. O para sempre do agora. O ontem. Ver-nos-emos, um dia, na fila... lá no céu. Prometido.
E a vocês.... sim; todas. Obrigado hoje e amanhã. Porque tudo aquilo que vos dou, recupero. Faço-me mais forte, mais capaz. Na melhor dialéctica possível. Transformação plena.
É bom, muito bom! Sorriso franqueado, abraço pronto.
A ti em «especial»... a dose certa!
G. Milhares de momentos e um só ponto.
Fizeram-me assim.

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