M de Mar
Ontem falei
contigo. Foram palavras saídas da tua boca e não da minha. Aquela sensação
reconfortante de estarmos a olhar para o espelho e de nos apercebermos que, de
facto, a pessoa nele reflectida faz sentido. Afinal, ele ainda existe!
A voz nasalada – cheia de bactérias; eu próprio, uma bactéria gigante! –, a cadência do sorriso perene e espontâneo, a desmistificação do ser incisivo e quase cruel. És de carne e osso, tal como eu. Falas e escutas. Pensas e respondes. Ou talvez tenhas, também, a resposta sempre pronta, em mais uma colagem curiosa. O pensamento como os carris de um comboio... lado a lado. A imagem turva tornada clara por alguns botões incertos; a liberdade do agir por desejo sem medição do futuro.
O aqui. O agora. O já! Tal como o imigrante que encontra, bem longe, um alguém da sua terra. E toda a alegria contida num gesto, num olhar invisível. Essa pátria.
Um barco. O mar imenso. A vela hasteada. A proa. À espera do vento.
À espera... do vento...
O vento que leve o esqueleto... e o esconda... no fundo do mar.
A voz nasalada – cheia de bactérias; eu próprio, uma bactéria gigante! –, a cadência do sorriso perene e espontâneo, a desmistificação do ser incisivo e quase cruel. És de carne e osso, tal como eu. Falas e escutas. Pensas e respondes. Ou talvez tenhas, também, a resposta sempre pronta, em mais uma colagem curiosa. O pensamento como os carris de um comboio... lado a lado. A imagem turva tornada clara por alguns botões incertos; a liberdade do agir por desejo sem medição do futuro.
O aqui. O agora. O já! Tal como o imigrante que encontra, bem longe, um alguém da sua terra. E toda a alegria contida num gesto, num olhar invisível. Essa pátria.
Um barco. O mar imenso. A vela hasteada. A proa. À espera do vento.
À espera... do vento...
O vento que leve o esqueleto... e o esconda... no fundo do mar.

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