Nudez
Afinal, somos humanos. Pessoas. Para o bem e para o mal. Seres capazes de construir e de destruir. Eu sou humano. Um humano em ruptura. Um ser em mutação. Quero libertar-me do peso que transporto sobre mim. Quero ser livre dentro de mim mesmo. Ser genuíno sem medo de represálias. Aprendi a beleza de sermos nós próprios sem o temor que os outros nos critiquem, nos julguem, nos apontem o dedo… sem que os que nos amam deixem de nos amar. Vivi esse complexo durante quase vinte anos: perder as pessoas que amo – e que me amam – por não ser «perfeito». Eu não quero ser perfeito! Quero ser eu próprio. E que os outros me vejam assim mesmo, imperfeito, repleto de incertezas, dúvidas, incapacidades, insegurança. Porque tenho tudo isso. E sofro ao tentar escondê-lo. Sofro porque projecto isso nas pessoas que amo. Sofro porque busco uma perfeição que não existe nem pode existir, jamais. É da imperfeição que criámos, é da discórdia que aprendemos os vários pontos de vista, é pelo contacto com pessoas diferentes de nós que sentimos quem somos, verdadeiramente. É preciso ver. É preciso experimentar. É preciso coragem. E eu fechei-me no meu casulo até hoje. Evitei sofrer mas sofri. Achei que restringindo o meu mundo estaria a proteger-me dele. Percebo hoje que isso só me condicionou o espírito. Eu posso muito mais! E é na plenitude do meu ser, no conjunto das minhas fraquezas que posso ser maior, que posso amar muito mais, que posso ser amado por ser quem sou, e não por querer ser perfeito. Chega. Não me olhem mais assim. Deixem-me confessar que tenho medo. Deixem-me dizer que não sei. Deixem-me revelar que gosto de tantas coisas que nem imaginam, mas que por cobardia e receio de falhar, não assumo. Deixem-me dizer que gostava de ter estudado fora da minha cidade mas fui cobarde. Que gostava de ter estudado fora do meu país mas fui cobarde. Que gostava de nadar mas sou cobarde . Que gostava de ter tirado outro curso mas fui cobarde. Que gostava de saber dançar mas sou cobarde . Que tenho medo de aprender porque não sei de antemão, porque não nasci ensinado. Não quero que me olhem. Tenho vergonha. Tenho vergonha de ter sido tão cobarde. Até ao momento em que te Vi. Em que Te conheci. Tão pouco tempo e tanta diferença aqui dentro. Tanta revolta surda pronta a ser expelida. Tanto controlo prestes a desbaratar. Tanto para ser vivido. Tanto para receber. E para dar. Sim, porque quero dar tudo o que tenho. Quero ser eu próprio. E ser amado por isso. Sem receios, ouviste? Tu, doce Consciência…
Tenho tanto para te dizer, ó vida minha. Parceira. Dois mundos que se unem. Que combinam naquilo que desejam, e que se complementam pelas diferenças, que dão ao outro o que cada um precisa para si. Não queria que o mundo me visse. Agora quero. O Meu mundo é pequeno e continuará a ser pequeno. Devemos amar poucas pessoas porque o acto de amar exige muito. Mas quero alargar os horizontes. Quero conhecer mais. Deixar de ser tão severo comigo e com os outros. Tomá-los como eles são. Aceitá-los por serem totalmente diferentes de mim. E receber isso como um acréscimo a mim mesmo. Uma aprendizagem. Um ensinamento. Cada um tem o seu valor. Ter espírito aberto, mesmo sabendo que nos identificamos com poucos, e poucos serão aqueles que do nosso lado se manterão. Ter coragem para enfrentar o mundo.
Tanto para Te dizer… e sem saber como. Olha-me… eu sou assim.
Tenho tanto para te dizer, ó vida minha. Parceira. Dois mundos que se unem. Que combinam naquilo que desejam, e que se complementam pelas diferenças, que dão ao outro o que cada um precisa para si. Não queria que o mundo me visse. Agora quero. O Meu mundo é pequeno e continuará a ser pequeno. Devemos amar poucas pessoas porque o acto de amar exige muito. Mas quero alargar os horizontes. Quero conhecer mais. Deixar de ser tão severo comigo e com os outros. Tomá-los como eles são. Aceitá-los por serem totalmente diferentes de mim. E receber isso como um acréscimo a mim mesmo. Uma aprendizagem. Um ensinamento. Cada um tem o seu valor. Ter espírito aberto, mesmo sabendo que nos identificamos com poucos, e poucos serão aqueles que do nosso lado se manterão. Ter coragem para enfrentar o mundo.
Tanto para Te dizer… e sem saber como. Olha-me… eu sou assim.

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