Não me vou embora
Confesso, não tive coragem de to dizer. De admitir que sonhei contigo esta noite. Que nos imaginei juntos a sorrir. A conversa foi-se perdendo até que começámos a sentir desejo um pelo outro. Era ardente, a vontade. Aproximei-me de ti e fiz deslizar a minha mão junto do teu ventre, logo abaixo do seio direito. Toquei-lhe suavemente, o suficiente para te sentir retesar de prazer. Fechaste os olhos e os teus lábios sorriram. O teu sorriso!... Pronunciaste algumas palavras e eu prossegui. Envolvi-te nos meus braços ainda antes de encontrar no teu corpo o refúgio de que precisava. Deixaste-te levar pelo meu toque e demonstraste toda a tua volúpia nos movimentos corporais que encetaste. Pus-te de pé e colei o meu corpo atrás do teu, para que me sentisses. Passei a mão pela tua perna. A outra mão deambulalava entre os teus seios, enrijecidos. És uma deliciosa tentação... Da perna passei para dentro das tuas calças, não sem antes desvelar o teu baixo ventre, logo acima da zona que eu queria explorar. Fizeste o mesmo em mim e todo o meu corpo reagiu. O que se seguiu foram minutos incontáveis de prazer mútuo. Suámos os corpos até eles não resistirem... por entre gritos e gemidos. Explodímos praticamente ao mesmo tempo, o que só conferiu ao momento maior magia. Rodaste o corpo, encaraste o meu rosto, colocaste as tuas mãos doces e macias no meu cabelo, e puxaste-me com violência.
«Fica comigo», sussurraste. «Não me deixes... nunca.»

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