Calígula sem Equívoco
Que raio!
A alma que morre
Em tempo de facilidade de quem diz e de quem escreve
Palavras ocas prometidas
Avisos expressos em letras sem sentido
O gémeo monozigótico transido de frio
Letras e sílabas que unem o destino
Proximidade de vento
Mais e mais perto
Alto!
Alarme... Perigo...
Identidade
Unidade
P-r-e-c-i-p-i-t-a-ç-ã-o!
Afinal,
O que são as nossas palavras
Se não o que nos vai na alma e exacerba o coração
Que dói, o olho que fecha, a mão que aperta...
Sinto-me calígula revestido
Sentido
Perdido
Um matagal de laços
De olhar sobre o horizonte
...
Noite de equívoco.
Desculpa,
Perdi-me no cume da montanha
E já não sei onde estou o quem sou.

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