Cadernos Do Azul
quarta-feira, janeiro 31, 2007
terça-feira, janeiro 30, 2007
Calígula sem Equívoco
Que raio!
A alma que morre
Em tempo de facilidade de quem diz e de quem escreve
Palavras ocas prometidas
Avisos expressos em letras sem sentido
O gémeo monozigótico transido de frio
Letras e sílabas que unem o destino
Proximidade de vento
Mais e mais perto
Alto!
Alarme... Perigo...
Identidade
Unidade
P-r-e-c-i-p-i-t-a-ç-ã-o!
Afinal,
O que são as nossas palavras
Se não o que nos vai na alma e exacerba o coração
Que dói, o olho que fecha, a mão que aperta...
Sinto-me calígula revestido
Sentido
Perdido
Um matagal de laços
De olhar sobre o horizonte
...
Noite de equívoco.
Desculpa,
Perdi-me no cume da montanha
E já não sei onde estou o quem sou.
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Escape
A pessoa para quem escrevemos nem sempre existe. Não sei se será por isso mesmo que, não raras vezes, nos sentimos bem connosco próprios, sem a necessidade de que alguém gravite do nosso lado. E, por isso, acabamos por escrever apenas para nós. São momentos de suficiência; aquelas alturas de descompressão, de esvaziamento, de reencontro com o equilíbrio. Embora saibamos que nada supera a partilha, a dialéctica, a reciprocidade que se estabelece quando gostamos de alguém e queremos ter essa pessoa junto a nós, quase sempre. Ou, pelo menos, saber que ela lá está, mesmo que longe fisicamente, mesmo que não possamos trocar um olhar ou um gesto de carinho. Transformo-me quando esse sentimento toma conta de mim. Para logo me recolher na minha concha. Cessa demasiado rápido. Puff.... estoura a bolha que me envolvia. Volto a mim. Redescubro a minha essência profundamente solitária. Viver com os meus interesses, as minhas paixões, as loucuras que perpassam continuamente o meu espírito insatisfeito. É difícil encontrar alguém que nos preencha. Que nos complete. E quando conhecemos alguém a quem escrever, pensamos poder ferrar os dentes e não mais deixar que nos sintamos bem estando sozinhos. No entanto, acabamos por perder o domínio da vida, como se ela nos fugisse por entre as mãos. Estendemos os braços em busca de algo que nos segure e acabamos por não encontrar nada a não ser o nosso corpo. E a surpresa é brutal: encontramo-nos! Sem o sabermos, descobrimos que andámos todo este tempo precisamente à nossa procura. Descobrimos que o que desejáramos a vida inteira não fora viver e, sim, exprimirmo-nos, somente. E tudo ganha um novo sentido. Sentimos que todo o Homem está a elaborar o seu destino à própria maneira, e ninguém o pode ajudar, a não ser sendo amável, generoso e paciente. O importante é procurar o nosso equilíbrio pessoal. Aquilo que nos faz passar por momentos de felicidade. Somos tão diferentes uns dos outros... e há tantos de nós que continuam a tentar enganar-se a si próprios.
E o nosso sorriso é um falso escape.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Comunhão
Sorris. Eu sorrio. Choras. Eu choro.
Dás um passo em frente; diriges-te a mim.
Abro os braços e estendo-te o meu calor. Em mim, repousas, mais tranquila. Sem que abras a boca, sequer mexas os lábios num trejeito de confissão dolorosa, principio a falar. Com uma voz pausada, melódica, entretenho o teu ouvido, e capto o teu espírito, triste e distante.
Digo-te que a vida é assim mesmo, com avanços e recuos, felicidade e angústia, sorrisos e lágrimas. Só dessa forma, acrescento, nos conseguimos encontrar verdadeiramente. Enfim, conseguimos ser unos. Tu e eu.
O passado dói; sei disso. O meu é cruel, e estendo-to diante das tuas mãos quentes e melífluas – quero que conheças a minha dor, para que possas sentir a minha alegria; que conheças os meus tormentos, aqueles pesadelos que, de quando em vez, me assolam o espírito, se desprotegido. Nada a fazer. Ele invade-nos sem clemência nem piedade. Tenta apoderar-se dos nossos sentimentos, da nossa realidade, de tudo aquilo que construímos, desde então.
Façamos-lhe frente! Enfrentemos o animal com a nossa força conjunta! Só assim venceremos... Só dessa forma conseguiremos subjugá-lo a uma existência mais sublime do que a própria criação dele, sempre onírica e falsa. O passado serve-nos de guia, de ensinamento, de ponte para algo mais e melhor – o futuro. Eu e tu.
Lentamente, começas a fundir-te aos meus braços. Deixo de sentir onde terminam os meus dedos e onde seguro o teu corpo. Sinto a tua respiração mais calma, sossegada, como se te preparasses para dormir, ali, entrelaçada em mim. Calo-me. Não te disse tudo; não te disse nada. No entanto, percebeste. Sentiste. Sem que eu o afirmasse, tu ouviste. Porque o teu ouvido é a minha boca, percebes?
Só então, momentos após essa primeira comunhão perfeita, soltas os lábios. Voltas a sorrir. Sorris loucamente para mim, e ris. A força que transportas no teu interior é brutal, avassaladora. Contagiante. Fazes-me sonhar.Para mim, a lógica da vida fora conquistada, ali, naquele instante. O tudo e o nada confundiram-se, perdidos em nós. Como se não te bastasse, dizes... «fica comigo. Eu e tu»
Dás um passo em frente; diriges-te a mim.
Abro os braços e estendo-te o meu calor. Em mim, repousas, mais tranquila. Sem que abras a boca, sequer mexas os lábios num trejeito de confissão dolorosa, principio a falar. Com uma voz pausada, melódica, entretenho o teu ouvido, e capto o teu espírito, triste e distante.
Digo-te que a vida é assim mesmo, com avanços e recuos, felicidade e angústia, sorrisos e lágrimas. Só dessa forma, acrescento, nos conseguimos encontrar verdadeiramente. Enfim, conseguimos ser unos. Tu e eu.
O passado dói; sei disso. O meu é cruel, e estendo-to diante das tuas mãos quentes e melífluas – quero que conheças a minha dor, para que possas sentir a minha alegria; que conheças os meus tormentos, aqueles pesadelos que, de quando em vez, me assolam o espírito, se desprotegido. Nada a fazer. Ele invade-nos sem clemência nem piedade. Tenta apoderar-se dos nossos sentimentos, da nossa realidade, de tudo aquilo que construímos, desde então.
Façamos-lhe frente! Enfrentemos o animal com a nossa força conjunta! Só assim venceremos... Só dessa forma conseguiremos subjugá-lo a uma existência mais sublime do que a própria criação dele, sempre onírica e falsa. O passado serve-nos de guia, de ensinamento, de ponte para algo mais e melhor – o futuro. Eu e tu.
Lentamente, começas a fundir-te aos meus braços. Deixo de sentir onde terminam os meus dedos e onde seguro o teu corpo. Sinto a tua respiração mais calma, sossegada, como se te preparasses para dormir, ali, entrelaçada em mim. Calo-me. Não te disse tudo; não te disse nada. No entanto, percebeste. Sentiste. Sem que eu o afirmasse, tu ouviste. Porque o teu ouvido é a minha boca, percebes?
Só então, momentos após essa primeira comunhão perfeita, soltas os lábios. Voltas a sorrir. Sorris loucamente para mim, e ris. A força que transportas no teu interior é brutal, avassaladora. Contagiante. Fazes-me sonhar.Para mim, a lógica da vida fora conquistada, ali, naquele instante. O tudo e o nada confundiram-se, perdidos em nós. Como se não te bastasse, dizes... «fica comigo. Eu e tu»
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Não me vou embora
Confesso, não tive coragem de to dizer. De admitir que sonhei contigo esta noite. Que nos imaginei juntos a sorrir. A conversa foi-se perdendo até que começámos a sentir desejo um pelo outro. Era ardente, a vontade. Aproximei-me de ti e fiz deslizar a minha mão junto do teu ventre, logo abaixo do seio direito. Toquei-lhe suavemente, o suficiente para te sentir retesar de prazer. Fechaste os olhos e os teus lábios sorriram. O teu sorriso!... Pronunciaste algumas palavras e eu prossegui. Envolvi-te nos meus braços ainda antes de encontrar no teu corpo o refúgio de que precisava. Deixaste-te levar pelo meu toque e demonstraste toda a tua volúpia nos movimentos corporais que encetaste. Pus-te de pé e colei o meu corpo atrás do teu, para que me sentisses. Passei a mão pela tua perna. A outra mão deambulalava entre os teus seios, enrijecidos. És uma deliciosa tentação... Da perna passei para dentro das tuas calças, não sem antes desvelar o teu baixo ventre, logo acima da zona que eu queria explorar. Fizeste o mesmo em mim e todo o meu corpo reagiu. O que se seguiu foram minutos incontáveis de prazer mútuo. Suámos os corpos até eles não resistirem... por entre gritos e gemidos. Explodímos praticamente ao mesmo tempo, o que só conferiu ao momento maior magia. Rodaste o corpo, encaraste o meu rosto, colocaste as tuas mãos doces e macias no meu cabelo, e puxaste-me com violência.
«Fica comigo», sussurraste. «Não me deixes... nunca.»
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Ser
As promessas são vãs
Tempo que se perde
Um muro que se estabelece
Algures, no meio da multidão
Sem o sabermos, chamamos a solidão
Provocamos a razão, o espírito esmorece
Preso entre o espaço que nos serve
O mesmo que nos transporta, como clãs
Dependemos daquilo que nos envolve
Fundimo-nos no prazer do corpo, doente
Procurando o sentimento que nos dissolve
Esquecendo o motivo que nos une; a mente
E, então, se as promessas foram ilusões
Portas fechadas, no sentido do caminho
Longo, penoso, lento e tortuoso
Mas sempre no nosso mundo, que nos envolve
Procurando o tal sentimento que nos dissolve
Mesmo que ao espírito, o percurso seja sinuoso
E a mente queira, comum à do vizinho
No fundo, o prazer das sensações.
quinta-feira, janeiro 11, 2007
Recusa
Recuso-me a escrever…
Necessito de um outro veículo…
Neste momento, não consigo coexistir com as metáforas…
São cruéis os pensamentos, ominosos…
Sinto-me sem razão… perdi-a…
Não alcanço a abstracção…
O destino não existe… é pura criação…
Acredito no que ouço, no que sinto, no que digo, no que vejo…
Penso em demasia… sobrecarrego o espírito…
Luto… contra o meu maior e mais terrível opositor…
Apenas respiro…
Critico-me sem pudor… sem rodeios…
Estou na sombra de mim mesmo…
Ainda, dependente apenas de mim…
Para tudo aquilo que me espera…
Ponto, ponto, ponto,
Ah! Chega!
Necessito de um outro veículo…
Neste momento, não consigo coexistir com as metáforas…
São cruéis os pensamentos, ominosos…
Sinto-me sem razão… perdi-a…
Não alcanço a abstracção…
O destino não existe… é pura criação…
Acredito no que ouço, no que sinto, no que digo, no que vejo…
Penso em demasia… sobrecarrego o espírito…
Luto… contra o meu maior e mais terrível opositor…
Apenas respiro…
Critico-me sem pudor… sem rodeios…
Estou na sombra de mim mesmo…
Ainda, dependente apenas de mim…
Para tudo aquilo que me espera…
Ponto, ponto, ponto,
Ah! Chega!
Recuso-me a escrever!
terça-feira, janeiro 09, 2007
Abrigo
Pinto o carro a pincel
Desenho os contornos do teu rosto
Deixo que o teu corpo só exista na minha imaginação
E nela viva como uma lasciva fragrância
O elixir do objecto pontiagudo
Que seguro dentro mim
Rasga a carne que se apodera de ti
Num balanço vendado
Movimento louco
Rotação perversa do corpo
Olhar fixo nas entranhas
Sorriso de deleite em voz de mulher
Não descanso
Volto a pintar
O pincel não seca
A tinta invisível é fruto que não cessa
Deita-te, encolhe-te do meu lado
Adormece plena, inteira
Amanhã seremos mais
Porque partilhamos essa ideia
O sentido
O abrigo
O destino que nos fez
Acreditar que é possível
Ser assim e ser feliz
segunda-feira, janeiro 08, 2007
Liberdade
Hoje apetecia-me falar de tudo... perder-me nas palavras que saem da minha boca via "papel virtual". Muitos dirão que me perco não raras vezes, que sou constantemente afogado pelas palavras que trago dentro de mim. Mas desta vez sinto que é diferente. Estou desiludido. Não sei se comigo, se com alguém, se com o que quer que seja. Talvez comigo... embora essa desilusão pessoal deva ser fruto do sentimento de profunda e permanente insatisfação perante mim mesmo. Quando sou eu que falho, critico-me. Quando são os outros que falham - signifique isso o que significar - critico-me igualmente. Isso magoa-me. Por isso gostava de me perder nas palavras, talvez para que elas levassem um pouco daquilo que sinto aqui dentro... e que não vaza.
É que por um lado estou feliz; por outro, infeliz. Digo-me e contradigo-me. Passei todos estes anos a acusar os "outros" - aqueles que do meu lado iam aguentando - por não me compreenderem, por não me alcançarem, por não... por não... por não... e começo agora a chegar à conclusão de que sou eu próprio que não me conheço... que não sei lidar comigo mesmo. Apetece-me rir. É patético pensá-lo, mais ainda dizê-lo - escrevê-lo a todos vocês que me lêem. No entanto, é a verdade; e eu prometi a mim mesmo tentar não mais faltar à verdade - à minha verdade interior. Passeei por este mundo retraído. Fui falso. Imodesto. Crítico. Severo. Cruel. Frio. Implacável. Distante. Controlei os meus sentimentos. Geri as minhas opções. Mediei o meu próprio discurso à mercê dos meus intuitos. Passei mensagens erradas por conveniência. Pintei-me. Descolori-me. Perdi a graça dos meus defeitos, das minhas loucuras, dos meus devaneios inconfessáveis. Os complexos engrandecem-nos. As fraquezas tornam-nos únicos e, aos olhos dos outros, humanos. Fomentei uma imagem absurda em torno de princípios e patamares de "perfeição" que não existem, nem se justificam. Que triste realidade. Que fiz eu?... Não me arrependo de nada do que fiz - saliente-se -, contudo, arrependo-me de tudo o que não fiz e que senti cá dentro, como um fogo ardente que me ia consumindo as entranhas. Somos o que somos. Mas vamos sempre a tempo. Isso anima-me. Mesmo que não possamos ter o que desejamos, podemos sempre ser quem somos, até ao nosso último dia. Não sei quando virá o meu, não interessa, mas sei que, até lá, quero mostrar-me verdadeiramente. Quero gritar quando isso significar o meu alívio. Chorar. Rir. Ser humano. Para ser eu. Se soar incoerente, perdido... diferente da imagem que de mim faziam... não se assustem. Aquele que está diante de todos vocês sou eu. Eu. Sem as capas do passado.
É que por um lado estou feliz; por outro, infeliz. Digo-me e contradigo-me. Passei todos estes anos a acusar os "outros" - aqueles que do meu lado iam aguentando - por não me compreenderem, por não me alcançarem, por não... por não... por não... e começo agora a chegar à conclusão de que sou eu próprio que não me conheço... que não sei lidar comigo mesmo. Apetece-me rir. É patético pensá-lo, mais ainda dizê-lo - escrevê-lo a todos vocês que me lêem. No entanto, é a verdade; e eu prometi a mim mesmo tentar não mais faltar à verdade - à minha verdade interior. Passeei por este mundo retraído. Fui falso. Imodesto. Crítico. Severo. Cruel. Frio. Implacável. Distante. Controlei os meus sentimentos. Geri as minhas opções. Mediei o meu próprio discurso à mercê dos meus intuitos. Passei mensagens erradas por conveniência. Pintei-me. Descolori-me. Perdi a graça dos meus defeitos, das minhas loucuras, dos meus devaneios inconfessáveis. Os complexos engrandecem-nos. As fraquezas tornam-nos únicos e, aos olhos dos outros, humanos. Fomentei uma imagem absurda em torno de princípios e patamares de "perfeição" que não existem, nem se justificam. Que triste realidade. Que fiz eu?... Não me arrependo de nada do que fiz - saliente-se -, contudo, arrependo-me de tudo o que não fiz e que senti cá dentro, como um fogo ardente que me ia consumindo as entranhas. Somos o que somos. Mas vamos sempre a tempo. Isso anima-me. Mesmo que não possamos ter o que desejamos, podemos sempre ser quem somos, até ao nosso último dia. Não sei quando virá o meu, não interessa, mas sei que, até lá, quero mostrar-me verdadeiramente. Quero gritar quando isso significar o meu alívio. Chorar. Rir. Ser humano. Para ser eu. Se soar incoerente, perdido... diferente da imagem que de mim faziam... não se assustem. Aquele que está diante de todos vocês sou eu. Eu. Sem as capas do passado.
quarta-feira, janeiro 03, 2007
Nudez
Afinal, somos humanos. Pessoas. Para o bem e para o mal. Seres capazes de construir e de destruir. Eu sou humano. Um humano em ruptura. Um ser em mutação. Quero libertar-me do peso que transporto sobre mim. Quero ser livre dentro de mim mesmo. Ser genuíno sem medo de represálias. Aprendi a beleza de sermos nós próprios sem o temor que os outros nos critiquem, nos julguem, nos apontem o dedo… sem que os que nos amam deixem de nos amar. Vivi esse complexo durante quase vinte anos: perder as pessoas que amo – e que me amam – por não ser «perfeito». Eu não quero ser perfeito! Quero ser eu próprio. E que os outros me vejam assim mesmo, imperfeito, repleto de incertezas, dúvidas, incapacidades, insegurança. Porque tenho tudo isso. E sofro ao tentar escondê-lo. Sofro porque projecto isso nas pessoas que amo. Sofro porque busco uma perfeição que não existe nem pode existir, jamais. É da imperfeição que criámos, é da discórdia que aprendemos os vários pontos de vista, é pelo contacto com pessoas diferentes de nós que sentimos quem somos, verdadeiramente. É preciso ver. É preciso experimentar. É preciso coragem. E eu fechei-me no meu casulo até hoje. Evitei sofrer mas sofri. Achei que restringindo o meu mundo estaria a proteger-me dele. Percebo hoje que isso só me condicionou o espírito. Eu posso muito mais! E é na plenitude do meu ser, no conjunto das minhas fraquezas que posso ser maior, que posso amar muito mais, que posso ser amado por ser quem sou, e não por querer ser perfeito. Chega. Não me olhem mais assim. Deixem-me confessar que tenho medo. Deixem-me dizer que não sei. Deixem-me revelar que gosto de tantas coisas que nem imaginam, mas que por cobardia e receio de falhar, não assumo. Deixem-me dizer que gostava de ter estudado fora da minha cidade mas fui cobarde. Que gostava de ter estudado fora do meu país mas fui cobarde. Que gostava de nadar mas sou cobarde . Que gostava de ter tirado outro curso mas fui cobarde. Que gostava de saber dançar mas sou cobarde . Que tenho medo de aprender porque não sei de antemão, porque não nasci ensinado. Não quero que me olhem. Tenho vergonha. Tenho vergonha de ter sido tão cobarde. Até ao momento em que te Vi. Em que Te conheci. Tão pouco tempo e tanta diferença aqui dentro. Tanta revolta surda pronta a ser expelida. Tanto controlo prestes a desbaratar. Tanto para ser vivido. Tanto para receber. E para dar. Sim, porque quero dar tudo o que tenho. Quero ser eu próprio. E ser amado por isso. Sem receios, ouviste? Tu, doce Consciência…
Tenho tanto para te dizer, ó vida minha. Parceira. Dois mundos que se unem. Que combinam naquilo que desejam, e que se complementam pelas diferenças, que dão ao outro o que cada um precisa para si. Não queria que o mundo me visse. Agora quero. O Meu mundo é pequeno e continuará a ser pequeno. Devemos amar poucas pessoas porque o acto de amar exige muito. Mas quero alargar os horizontes. Quero conhecer mais. Deixar de ser tão severo comigo e com os outros. Tomá-los como eles são. Aceitá-los por serem totalmente diferentes de mim. E receber isso como um acréscimo a mim mesmo. Uma aprendizagem. Um ensinamento. Cada um tem o seu valor. Ter espírito aberto, mesmo sabendo que nos identificamos com poucos, e poucos serão aqueles que do nosso lado se manterão. Ter coragem para enfrentar o mundo.
Tanto para Te dizer… e sem saber como. Olha-me… eu sou assim.
Tenho tanto para te dizer, ó vida minha. Parceira. Dois mundos que se unem. Que combinam naquilo que desejam, e que se complementam pelas diferenças, que dão ao outro o que cada um precisa para si. Não queria que o mundo me visse. Agora quero. O Meu mundo é pequeno e continuará a ser pequeno. Devemos amar poucas pessoas porque o acto de amar exige muito. Mas quero alargar os horizontes. Quero conhecer mais. Deixar de ser tão severo comigo e com os outros. Tomá-los como eles são. Aceitá-los por serem totalmente diferentes de mim. E receber isso como um acréscimo a mim mesmo. Uma aprendizagem. Um ensinamento. Cada um tem o seu valor. Ter espírito aberto, mesmo sabendo que nos identificamos com poucos, e poucos serão aqueles que do nosso lado se manterão. Ter coragem para enfrentar o mundo.
Tanto para Te dizer… e sem saber como. Olha-me… eu sou assim.
