Tributo
É tão bom sentir; capaz de ser percorrido prazerosamente por um frio interior delicioso que nos desperta os sentidos mais inibidos... Aqueles sentidos que, defensivamente, procuramos esconder dos outros; acabando, nós próprios, por esquecê-los. São nossos, cabe-nos, por isso mesmo, preservá-los e alimentá-los.
Os nossos corpos não são de aço; são constituídos pelos sentimentos que abundam em nós. Sentimos tudo; nem sempre o demonstramos – o que difere de o escondermos. Isso sim, é cruel, tenebroso, castigável. Somos uma chama imensa que só fica mais forte e luminosa quando outras se nos juntam, amadas. Porque não tomar tudo isto como um princípio existencial? Não como uma lei, ou uma receita milagrosa; antes como uma dádiva que nos foi concedida. Não fará todo o sentido?
Devemos confiar nos outros e procurar neles a nossa confiança. De que nos serve, unicamente, a confiança em nós próprios? Para vivermos limitados aos horizontes e limites que possuímos? ...Subjugados à nossa vontade, ao pensamento e julgamento apriorísticos?
Porque não oferecer aquilo que temos, sem esperar uma retribuição?
Utopia? Ou generosidade ingénua?
Acredito que seja concretização... sentida e desejada. É tão bom sentir o contacto da mão alheia, meiga, mimada até; olhar nos olhos e ver por dentro – e não por dentro dos olhos que miramos, mas por dentro de nós mesmos. Esse é o sentimento que nos alimenta; consome-nos positivamente e de forma etérea. Torna-nos diáfanos ao entendimento e à percepção dos que nos rodeiam. É a simbiose máxima; a junção das almas no Olimpo. Um momento de perfeição atingível. Tudo depende de nós, da forma como damos aquilo que somos a cada instante, sem julgamento ou crítica. É difícil, ardiloso, imensamente perigoso. Contudo, quiçá, a única maneira de sermos perfeitos. Enquanto seres humanos. Em comunhão.
Os nossos corpos não são de aço; são constituídos pelos sentimentos que abundam em nós. Sentimos tudo; nem sempre o demonstramos – o que difere de o escondermos. Isso sim, é cruel, tenebroso, castigável. Somos uma chama imensa que só fica mais forte e luminosa quando outras se nos juntam, amadas. Porque não tomar tudo isto como um princípio existencial? Não como uma lei, ou uma receita milagrosa; antes como uma dádiva que nos foi concedida. Não fará todo o sentido?
Devemos confiar nos outros e procurar neles a nossa confiança. De que nos serve, unicamente, a confiança em nós próprios? Para vivermos limitados aos horizontes e limites que possuímos? ...Subjugados à nossa vontade, ao pensamento e julgamento apriorísticos?
Porque não oferecer aquilo que temos, sem esperar uma retribuição?
Utopia? Ou generosidade ingénua?
Acredito que seja concretização... sentida e desejada. É tão bom sentir o contacto da mão alheia, meiga, mimada até; olhar nos olhos e ver por dentro – e não por dentro dos olhos que miramos, mas por dentro de nós mesmos. Esse é o sentimento que nos alimenta; consome-nos positivamente e de forma etérea. Torna-nos diáfanos ao entendimento e à percepção dos que nos rodeiam. É a simbiose máxima; a junção das almas no Olimpo. Um momento de perfeição atingível. Tudo depende de nós, da forma como damos aquilo que somos a cada instante, sem julgamento ou crítica. É difícil, ardiloso, imensamente perigoso. Contudo, quiçá, a única maneira de sermos perfeitos. Enquanto seres humanos. Em comunhão.

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