Manifesto de prata
Para onde vou?
Fará sentido esta pergunta? Indagar-me acerca do meu próprio caminho? Não. Demasiado racional... utópico até.
Eu sei que escrevi um dia, que «o segredo da vida não está na exteriorização dos sentimentos, mas sim na interiorização do pensamento e da crença».
Vivi o suficiente para poder afirmar, neste momento, e de forma categórica, que estava enganado. Não porque tenha deixado de acreditar nas premissas por si; discordo, no entanto, do seu alcance absolutista e obsessivo. Já não sou absolutista. Deixei de lado a obsessão que me toldava a visão, tornando-a turva, indefinida. Reaprendi a andar; começo a sentir os meus próprios pés a moldar o caminho. Sinto-me um artista a pintar com novas cores, vivas, refulgentes.
Agora percebo a incompreensão alheia; concluo, então, que não era eu o incompreendido, mas sim a minha mensagem – aquela que, propositadamente, eu transmitia. O jogo. Contudo, a vida não é um jogo. Não deve ser vivida no tal «limite da incompreensão; na fronteira do seu perigo». De facto, é um perigo fazê-lo! Devemos viver em e pela partilha; da comunhão, da reciprocidade, da dialéctica. Para isso, é imperioso falarmos a mesma língua entre nós, seres humanos. Deixar de lado o elitismo subentendido e implícito de alguns de nós. Vergarmo-nos à nossa condição de promotores e consumidores de emoções; em vez de forçarmos os outros a um entendimento descabido, impessoal, e inatingível. Há que aproveitar o instinto e a intuição. Dotá-los e servirmo-nos deles. Só assim seremos verdadeiros e unos – iguais a nós próprios. É perfeitamente inconcebível criarmos um jogo onde as nossas próprias emoções estejam a ser constantemente condicionadas, interpretadas, e urdidas. Para quê, pergunto eu? Com que finalidade? Perpetuarmos uma existência perfeita, imaculada, mitológica? Acreditarmos, primeira e aprioristicamente, na sua capacidade e exequibilidade?
Unicamente, vivermos enganados, ludibriados pelas emoções que, interiormente, gerimos e alteramos. No fundo, condicionar o outro, qualquer que este seja. Impor limites. Forjar a defesa.
Fará sentido esta pergunta? Indagar-me acerca do meu próprio caminho? Não. Demasiado racional... utópico até.
Eu sei que escrevi um dia, que «o segredo da vida não está na exteriorização dos sentimentos, mas sim na interiorização do pensamento e da crença».
Vivi o suficiente para poder afirmar, neste momento, e de forma categórica, que estava enganado. Não porque tenha deixado de acreditar nas premissas por si; discordo, no entanto, do seu alcance absolutista e obsessivo. Já não sou absolutista. Deixei de lado a obsessão que me toldava a visão, tornando-a turva, indefinida. Reaprendi a andar; começo a sentir os meus próprios pés a moldar o caminho. Sinto-me um artista a pintar com novas cores, vivas, refulgentes.
Agora percebo a incompreensão alheia; concluo, então, que não era eu o incompreendido, mas sim a minha mensagem – aquela que, propositadamente, eu transmitia. O jogo. Contudo, a vida não é um jogo. Não deve ser vivida no tal «limite da incompreensão; na fronteira do seu perigo». De facto, é um perigo fazê-lo! Devemos viver em e pela partilha; da comunhão, da reciprocidade, da dialéctica. Para isso, é imperioso falarmos a mesma língua entre nós, seres humanos. Deixar de lado o elitismo subentendido e implícito de alguns de nós. Vergarmo-nos à nossa condição de promotores e consumidores de emoções; em vez de forçarmos os outros a um entendimento descabido, impessoal, e inatingível. Há que aproveitar o instinto e a intuição. Dotá-los e servirmo-nos deles. Só assim seremos verdadeiros e unos – iguais a nós próprios. É perfeitamente inconcebível criarmos um jogo onde as nossas próprias emoções estejam a ser constantemente condicionadas, interpretadas, e urdidas. Para quê, pergunto eu? Com que finalidade? Perpetuarmos uma existência perfeita, imaculada, mitológica? Acreditarmos, primeira e aprioristicamente, na sua capacidade e exequibilidade?
Unicamente, vivermos enganados, ludibriados pelas emoções que, interiormente, gerimos e alteramos. No fundo, condicionar o outro, qualquer que este seja. Impor limites. Forjar a defesa.
O «eu mundo» já não existe...

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