quarta-feira, novembro 29, 2006

Fantoches

Quem disse que não sou capaz?
Acompanhem-me... se puderem!
Bonifrates? Paradoxais...
Seres, no limite.
Continuem a julgar-me; talvez valha a pena perpetuar a vossa incapacidade.
Títeres! E eu a pensar em vocês; a ansiar por vós: a suspirar!...
Momento... uma espécie de céu, onde me encontrarão... um dia, preso pelos pés...
Para quê continuar a avisar-vos? Humanismo? Sentimento? O que é tudo isso para cabeças que são vazias? O que significa o sentimento para vocês, que o julgam amiúde, que fazem dele um jogo de forças desiguais, que confundem actuação com quixotismo? De quem esperam? Ou... do quê?
Como pode alguém compreender o outro, quando não se revê nele próprio, quando não se alcança? Não podemos ser «mais» sem sermos algo... É tão simples.
Marionetas. Só vos falta o cordelinho preso à cabeça.
Fracos! A vossa vida é um ciclo vicioso, vulgar, que gira na palma da minha mão. Manchas.
Gostam de magoar porque é a única condição que vos faz sentir vivos.
«Alguéns».
Nem raiva sinto. E a «pena» não é um sentimento, é um estado de alma... que não me afecta. É algo que se escreve, somente.
Vislumbro o fim. Pobres de espírito! Voltem à acomodação que vos identifica e serve na perfeição.
Aproveitem a paz... e inibam a plenitude que não vos espera, certamente. Ela só existe para quem sabe voar.
O céu é esse limite.

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